segunda-feira, 19 de novembro de 2007

O que ela pensa de mim?

Que eu sou meio doida, eu sei. Mas as vezes olho pra minha filha e penso: "o que será que ela pensa de mim?". Eu li em algum lugar que bebês nessa idade não entendem que é uma pessoa diferente da mãe. O que será que ela pensa então quando está no colo do pai?

Quando eu era criança eu achava que as pessoas escutavam meus pensamentos quando encostavam em mim. Só fui descobrir que ninguém escutava pensamentos ao me dar conta que eu não escutava pensamento de ninguém. E como eu era (ainda sou) egocêntrica o suficiente pra não me achar inferior a ponto de não escutar os pensamentos, concluí que ninguém escuta os pensamentos de ninguém.

Mas eu queria muito saber no que a Juliana pensa quando me olha. Será que ela me acha uma bobona por ficar namorando uma planta de apartamento e sonhando com a decoração que eu faria lá se eu comprasse o imóvel? Que eu imaginei cada espacinho e que já tinha até pensado em guardar o carrinho dela no box que teríamos na garagem? Que eu viajei nos meus pensamentos, imaginando os amiguinhos que ela teria... Do trabalho enorme que eu sei que ela vai me dar...

Será que ela sabe que eu a amo tanto a ponto de não sofrer por ter dispensado um emprego que me daria condições de comprar o apartamento que eu to namorando? Eu sempre digo a ela que o mais importante pra mim é ela. E que emprego nenhum vale mais do que o sorriso desdentado que ela me dá.

Ainda vou continuar pensando no que ela pensa quando me olha. Só não faz diferença saber porque ela ri. Se ri para mim ou de mim, não importa. O importante é o sorriso.

domingo, 18 de novembro de 2007

Só reclamação

Cheguei a conclusão que eu só venho pra esse blog pra reclamar. Claro que tenho ótimos momentos e quero falar deles, mas o tempo é curto...

Tô impressionada comigo mesma com a minha determinação em ser boa mãe. Parei de tomar refrigerante e só Deus sabe o quanto isso me custa. Eu amo refrigerante. Mas a pediatra foi tão convincente em proibir que nem questiono. Mas me dói ir aos lugares e não poder beber. Principalmente ir aos lugares que só tem refri pra servir. Mas não vou obrigar as pessoas a seguir minha dieta. Eu preciso e dou meu jeito.

Outra proibição é de comer qualquer coisa que seja de porco. Vocês já se deram conta de quanta coisa de porco nós comemos todos os dias? Bacon, linguiça, presunto... Já cansei de ir a restaurantes e não conseguir comer nada porque tudo tinha algo suíno. Já visitei amigos e tirei todo o presunto de um joelho... ai

Todo esse sacrifício parece ser inútil quando minha pimpolha chora de cólicas. Me sinto a pessoa mais incompetente do mundo por não conseguir produzir um leite que não a deixe com dores. Mas sempre penso que estou dando meu melhor, e todo meu sacrifício está sendo recompensado. Preciso ter fé nisso.

sábado, 3 de novembro de 2007

Tropa de Elite

Claro que o teste não tem amostragem científica, mas deixa registrado que tipo de pessoa sou eu, a mãe da Juju.


Pede pra sair!!!! hahahahahaha

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Domingos a noite

Existe uma certa hora no domingo que me angustia. É a hora que eu percebo que o final de semana acabou, e que no dia seguinte seremos somente eu e Juju o dia inteiro.
É no final de semana que meus braços têm um pouco mais de descanso, que eu consigo varrer a casa e ir no outro quartinho do meu apartamento que fica abandonado durante a semana. Nos fins de semana, Juju tem o paizão dela pra olhar também e eu me lembro um pouco de como é cuidar de mim.
Nos fins de semana eu tomo um banho mais demorado, passo cremes no cabelo, passo cremes em mim, vou a manicure, depilação... E fico tranquila porque sei que tudo está bem com ela.
Quando a segunda começa e o Edson me dá o beijinho antes de trabalhar, eu penso que deveria ter dormido mais no fim-de-semana.
Nunca pensei que eu diria isso, mas me incomoda os serviços domésticos que não consegui fazer. São as roupas que não foram pro varal, o pano que não se passou no chão, os móveis que não tiveram sua poeira retirada... E pra facilitar minha confusão, há um mês eu recebo diariamente o jornal O Globo cuja assinatura eu nem pedi. Assim minha casa tb se entupiu de jornais que não consigo ler nem a metade.
Juju mudou muito nossas vidas. O apartamentinho de 1 quarto e meio com escada pra subir, de grande solução, virou um incômodo. Tudo ficou pequeno. Já trocamos de carro por causa dela. Agora "só" falta o apartamento. Mas isso (salvo exceção se ganharmos na mega-sena) vai demorar um pouco.
Se eu me arrependo de ter tido a Juju? Nunca. Os sorrisos dela, o abraço que ela me dá quando a pego no berço e ver ela brincando com o Edson, vale tudo. Mas cansa. Ah, isso cansa mesmo.

sábado, 13 de outubro de 2007

Juju no supermercado

Com um lista um pouco maior que a habitual para fazer de compras no supermercado, resolvemos ir conhecer o Wal-Mart que abriu esses dias aqui no bairro.

Primeiro colocamos Juju naquelas cadeirinhas que já vem acopladas nos carrinhos e entramos no mercado. O Edson ficou com ela no corredor central enquanto eu ia de corredor em corredor comprando as coisas. Evitei de entrar com ela nos corredores por causa dos cheiros fortes, principalmente nos corredores de limpeza.

Juju fez o maior sucesso. Ficou um tempão acordada, riu, olhava pra tudo. Chamou a atenção de um monte de velhinhas. Depois que diminuiu a quantidade de velhinhas babando por ela, Juju dormiu. Pouquinho, mas dormiu. Quando terminamos as compras e chegamos ao caixa, ela abriu o berreiro, talvez por já prever que o "passeio no supermercado" estava chegando ao fim.

Dicas de mãe:

* Não deixe de levar uma fralda para cobrir a cadeirinha antes de colocar o bebê ali.
* Sempre leve um cueiro para proteger o bebê do ar-condicionado.
* E NUNCA se afaste muito do seu marido, senão as mulheres solteiras atacam! hahahaha

Boas compras!!!

A casa da Juju

Quando eu criei o blog imaginei escrever aqui pelo menos dia sim dia não. Infelizmente com minha vidinha de mãe, mal dá pra escrever uma vez por semana.

Estava olhando meu singelo apartamento e analisando o que mudou nele depois que Juju chegou.

Existem fraldinhas de pano espalhadas por tudo quanto é lado.
Um travesseiro que eu uso para apoiar o braço nas mamadas, virou almofada do sofá.
Na mesa de jantar sempre tem alguma coisa rosa perdida.
As bolsas de sair, estão sempre a vista.
A cadeirinha do bebê conforto é sempre um obstáculo na sala.
O carrinho precisa ser "estacionado" para não ocupar ainda mais espaço.
Tem pó de Funchicorea espalhado por tudo quanto é canto.

Meu quarto, que antes era só meu e do maridão, virou "quarto de Juju com cama de casal". Não posso dizer mais que o quarto é meu. De meu lá só tem a cama. Dela tem o berço, a cômoda, o iPod com caixinhas de som(sim, Juju tem iPod), uma poltroninha... Meu mesmo só a cama. Então o quarto virou dela.

Impossível não saber que na minha casa tem um bebê. E um bebê muito lindo.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Saudade dos desejos...

Se tem uma coisa que logo de cara senti falta depois da gravidez é a boa vontade das pessoas com minhas vontades alimentícias.
Durante a gravidez, se eu tinha vontade "normal" de comer um pastel e era possível, eu ia comer pastel e era a coisa mais normal do mundo.
Hoje, uma simples vontade de comer churrasco, ou pastel, já é vista como "gulodice".
Desejo mesmo, durante a gravidez, só tive uma vez. Um ataque louco de vontade de comer patê. Matada a vontade, o resto foi realmente "vontades de comer", e não desejo.
Por que hoje eu não posso mais ter essas vontades??

ô vida essa de mãe!

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Quilos perdidos

Muita gente já achou esquisito eu, uma gordinha fofa, ter engordado tão pouco na gravidez.
Foram só 6 quilos adquiridos. A gravidez acabou com minha ansiedade.
Agora, depois que Juliana nasceu, surgiu um novo tipo de gente: que não se conforma por eu já ter perdido todos os quilos adquiridos e mais um pouquinho.
Graças a Deus, e sem dieta especial, eu já perdi 10kg desde o parto.
A última "gracinha" que eu ouvi de uma mulher que demorou 5 anos pra voltar ao peso normal, é que se eu tinha emagrecido, não era pra agradecer, porque eu engordaria de novo.

Inveja é brabo!

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Ser Mãe é Padecer no Paraíso

Encarar a tarefa de ficar sozinha com a Juliana durante o dia foi a decisão mais corajosa que já tomei.

Já sofri muito pela dor no início da amamentação. (que melhoraram muito com as conchas de amamentação).
Já passei por momentos de puro desespero. Com Juju chorando desesperada e nem querendo ficar mamando. Chorei junto com ela. E respirei aliviada ao ver que a idéia de dar mais um banho nela era tudo que precisava.
Já almocei às 15h porque foi o único momento que consegui. Ou almocei amamentando, porque estava morrendo de fome.
Já chorei de sono, por não ela não dormir e não me deixar dormir junto.

Meu cheiro é de leite. Minhas blusas ficam molhadas de leite. Tudo em mim cheira a leite. Pra Juju eu devo ser uma máquina de leite. E fico feliz em ver que só meu leitinho está a alimentando bem, e que ela está crescendo adequadamente. Fico triste ao saber que ela está com cólica por causa de alguma coisa que eu comi.

Algumas pessoas já me repreenderam por fazer coisas que podem "mimá-la"; mas eu não consigo deixar minha lindinha chorando. Quero que ela se sinta segura comigo, afinal é comigo que ela passa a maior parte do dia. De que adianta uma menina sem mimos, mas que não confia na mãe?

Por mais que eu esteja cansada, acabada, dolorida, minha convivencia com ela está sendo maravilhosa. É lindo olhar pra ela enquanto mama e ver os olhinhos dela felizes olhando pra mim. Ou ver um sorriso sem jeito. Ou sentir que tudo que ela precisa é se sentir aconchegada. É bom saber que é no meu colo que ela se sente segura.

O amor é lindo. E tem cheiro de leite...

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Indo pra night

Sábado a noite foi o aniversário do primo Cauã. Juju chegou na festa dormindo (pra variar), mas logo acordou esfomeadinha. Mamou, reclamou e o papai levou pra um lugar mais reservado e ela dormiu bonitinha. Voltou pra festa (dormindo), e assim ficou. Os tios, primos, todo mundo a viu dormindo e ela nem tchum.
Só foi acordar quando chegou na casa da vovó Bernarda. Mesmo assim, acordou, mamou e dormiu. Dormiu no bercinho portátil. A primeira vez que dormiu fora de casa.
A primeira noite dormindo fora de casa foi tranquila. Ela acordou no meio da noite, como sempre acorda, mas logo depois que mamou, dormiu. Mas claro que antes ela se agarrou no mosquiteiro, coisa que o papai deu logo um jeito de não acontecer mais.
O domingo foi tranquilo. Papai acordou e a levou para tomar banho de sol no quintal. A Camila, que vai ser madrinha de consagração (ela tem 8 anos), ajudou a trocar fraldas, dar banho, trocar roupa. Eu consegui dormir um pouco de tarde com tanta gente tomando conta da bonitinha. Mas claro que me acordaram quando ela ficou com fome.
De noite, teve festa de outro priminho, o João Victor. A primeira festa em salão de festas. Estava bem barulhento, mas ela nem se incomodou. Deixei o carrinho com o tapa-sol fechado, e assim ela ficou. Teve um momento que acordou, abriu os olhos, mas dormiu de novo. Vários primos vieram vê-la, mas ela nem deu confiança. Impressionante como tem gente que se irrita porque a menina não estava acordada na festa. Mas acordá-la para agradar as pessoas é uma coisa que eu não faço mesmo.
Como o barulho foi muito, não ficamos muito tempo. Assim ela não acordou esfomeada no meio da festa. Viemos rápido para casa, assim pôde mamar com uma roupinha mais confortável.
Mamou e ficou acordadíssima no colo do papai. Logo, o papai colocou a chupeta nela, e apagou.

Essa gosta de uma baguncinha... hehehehehe